O procurador-geral da República, o baiano Augusto Aras, atacou a antiga força-tarefa da Lava Jato em sabatina no Senado na manhã de desta terça-feira (24). Em pronunciamento inicial aos parlamentares, que votarão para reconduzi-lo ou não ao comando da PGR, Aras acusou os procuradores responsáveis pela operação de cometerem um “série de irregularidades que vieram a público”.
“O modelo das forças-tarefa, com pessoalização, culminou em uma serie de irregularidades que vieram a público, tais como os episódios revelados na Vaza Jato”, afirmou Aras, em alusão à publicação de mensagens trocadas entre o ex-juiz federal Sérgio Moro e procuradores do MPF (Ministério Público Federal) no Paraná.
Aras é ouvido pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) desde as 10h30. A comissão tem 27 membros, mas todos os senadores têm direito a fazer perguntas ao PGR. Ao fim da sabatina, a CCJ votará o parecer do senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da indicação, que foi favorável à aprovação de Aras.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil