Alvo de reclamação dos secretários de saúde de estados e municípios do norte e nordeste, os critérios de distribuição do PNI (Programa Nacional de Imunizações) de vacinas para a Covid-19, foram alvo de reportagem do UOL nesta segunda (9), que constatou que estados da região receberam menos imunizantes em relação ao tamanho da população. O UOL cruzou dados do Ministério da Saúde de doses enviadas até o dia 2 de agosto com a população das 27 unidades da federação e encontrou uma grande disparidade entre o líder, São Paulo, que recebeu 57% mais doses do que o Amapá, em último no ranking, por exemplo.
De acordo com a reportagem. São Paulo recebeu mais de 46 milhões de doses, o equivalente a 1,04 para cada habitante. Já o Amapá recebeu 861 mil doses, o que totaliza 0,66 por morador. Esse desencontro na distribuição deixou os estados para trás no percentual de pessoas vacinadas com primeira e segunda doses.
O PNI explica a disparidade pelo critério de distribuição das doses para os grupos prioritários. Ou seja, estados com mais idosos ou profissionais de saúde, por exemplo, foram priorizados. Porém após a conclusão deste público, o Ministério da Saúde ainda não equiparou o ritmo da vacinação entre os estados.
A Bahia ocupa a décima oitava colocação no ranking nacional de doses por habitantes, foram recebidas 11.329.910 doses que dividida para a população dá 0,76 doses por habitantes. O estado fica a frente somente de Sergipe, Pernambuco, Alagoas, empatados no quesito dose por habitante. E superior à Piauí, Ceará, Tocantins, Rondônia, Pará e Amapá.
Desde junho, Léo Prates, secretário municipal de saúde, e Fábio Vilas Boas, ex-secretário estadual de saúde, já haviam questionam o PNI sobre os critérios equiparação da distribuição.
Com mais doses em média, São Paulo já conseguiu imunizar 60,3% da população com a primeira dose, dez pontos percentuais a mais do que a média nacional. Já o último do ranking, o Amapá, tem apenas 36% de imunizados. A Bahia registrou até o sábado (7) 44,82% da população vacinada com a primeira dose. Os dados são do consórcio de imprensa, do qual o UOL faz parte.
Foto: Secom