

Nos anos 1990, se um soteropolitano quisesse assistir a um filme iraniano, argentino ou turco, tinha que torcer para encontrá-lo nas prateleiras de uma videolocadora. Isso, se a loja tivesse interesse em adquirir essa produção, que não tinha lá muita demanda. Com a chegada da Saladearte do Bahiano de Tênis, no ano 2000, a coisa começou a mudar, para o deleite dos cinéfilos locais.
E este repórter foi um dos que vibrou com a chegada da nova sala. Ainda me lembro de quando fui ao cinema do Bahiano pela primeira vez, assistir ao angustiante Dançando no Escuro, de Lars Von Trier. Marcelo Sá, um dos sócios-fundadores, recebia os clientes na entrada da sala. Deu um conselho a quem entrava: “Trouxeram um lencinho, né?”. Antes, o tivesse escutado…
Passados 21 anos, a Saladearte se estabeleceu e passou a ocupar novos espaços. Depois de passar por algumas crises em razão de falta de apoio financeiro, agora o grupo vive um momento muito crítico: está sem dinheiro para reabrir, mesmo após a pandemia.
Campanha
Para isso, lançou, uma campanha de crowdfunding no site Benfeitoria, que está indo bem: em uma semana, levantou R$ 86 mil. A arrecadação segue até o dia 10 de agosto, com a meta inicial de R$ 300 mil, e é possível contribuir com valores de R$ 30 até R$ 4 mil. Numa segunda etapa, pretende-se obter mais R$ 50 mil e, numa terceira, o mesmo valor.
O sucesso da campanha acontece porque o público frequentador tem participado ativamente. E uma razão para essa participação é que as pessoas mantêm uma relação afetiva com a Saladearte.
foto: Divulgação