FEIRÃO DA CAIXA TEM 331 IMÓVEIS A PARTIR DE R$ 12 MIL NA BAHIA

FEIRÃO DA CAIXA TEM 331 IMÓVEIS A PARTIR DE R$ 12 MIL NA BAHIA

Mais de trezentas opções de diferentes preços, tamanhos e localizações. É isso que os baianos que sonham com a compra da casa própria em condições mais amigáveis têm a disposição no  1° Feirão Digital Caixa da Casa Própria, que vai até 4 de julho. Na plataforma (feirao.caixa.gov.br) que traz imóveis dos quatro cantos do Brasil, entre casas, apartamentos, loteamentos e até fazenda, existem 318 lares à venda na Bahia, espalhados por 56 municípios do estado.

Sobre o perfil dos imóveis à disposição, a Caixa escreveu em nota que há espaço tanto para quem está com orçamento mais apertado como para quem tem condições de fazer maiores investimentos no Feirão, com valor médio de venda de R$ 70 mil. Na Bahia, por exemplo, o imóvel mais barato pode ser arrematado por R$ 12,8 mil, enquanto o mais caro custa, aproximadamente, R$ 1 milhão ao comprador.

O jornal Correio foi até a plataforma e fez um levantamento que pode ajudar quem está em busca da casa própria nessa escolha. O imóvel mais barato em território baiano custa R$ 12,8 mil e fica no bairro de Monte, na cidade de Iaçu, que está localizada a 279 km de Salvador e tem mais 19 imóveis no Feirão. Já o mais caro, está disponível em São Gonçalo dos Campos e não é um imóvel, mas sim a Fazenda Boa Hora, que está avaliada em um pouco mais de R$ 1 milhão.

Fechando os três empreendimentos mais caros disponíveis na plataforma estão o Loteamento Tropical Ville, em Luís Eduardo Magalhães, que custa R$ 624 mil e um imóvel de R$ 450 mil no bairro de Boa Vista, em Vitória da Conquista. Também há imóveis à venda em Salvador. No geral, dos 24 imóveis disponíveis, a maioria são apartamentos de dois quartos. Destes, 18 estão em construção e cinco são lançamentos. O mais caro na plataforma é um apartamento no Blue Ocean Residencial, que está localizado em Patamares e custa R$ 425 mil.

O imóvel mais baratinho em território soteropolitano que participa do Feirão é de Nova Brasília e pode ser adquirido a partir de R$ 29,2 mil. Ao todo, na capital baiana, existem 24 imóveis no Feirão que estão distribuídos pelos bairros de Cassange, Sussuarana, Piatã, Imbuí, Cabula, Vila Laura, Cidade Nova, Vila Canária, Armação, Areia Branca, Candeal, Nova Brasília, Itapuã, Castelo Branco, Iapi e Canabrava.

Já em cidades do interior como Feira de Santana, são 30 alternativas diferentes de compra que variam entre R$ 23,6 mil e R$ 229,9 mil. Na Região Metropolitana,  em Camaçari, que reserva em sua maioria casas próximas a praias, há 12 imóveis à disposição, com o mais caro custando R$ 170,9 mil e o mais barato saindo, por aproximadamente, R$ 102,5 mil.

Surpreendentemente, a cidade com mais imóveis no Feirão não é nenhuma das maiores do estado e sim o município de Iaçu, que tem pouco mais de 20 mil habitantes e 86 imóveis disponíveis na plataforma. Em meio à pandemia, as compras podem ser feitas do conforto de casa na plataforma do evento, onde o cliente pode realizar a simulação do financiamento e ser atendido por correspondentes da Caixa via chat para tirar dúvidas sobre os imóveis façam surgir interesse nos baianos. Segundo o economista Edísio Freire,  no feirão, é possível financiar um imóvel com um percentual bem maior do que é oferecido em modelos tradicionais, onde, normalmente, o cliente consegue financiar de  20 a 50% da casa ou do apartamento.

“No Feirão, você vai ter uma maior flexibilidade que não é à toa porque a Caixa está criando novos modelos e vai existir a possibilidade de financiar até 100% do valor do imóvel, algo que nunca foi apresentado antes pelo banco e é ótimo para quem quer comprar um imóvel sem precisar dar uma entrada de grande volume”, pontua o economista. Uma possibilidade que facilita a compra, mas que pode complicar o pagamento das parcelas caso o comprador não esteja preparado para a dinâmica do financiamento. Isso porque a oferta que financia 100% do imóvel tem o plano ajustado de acordo com o reajuste da poupança, seguindo a taxa Selic (taxa básica de juros).

“Essa é uma opção que é mais viável quando a taxa Selic está caindo, uma realidade que começa a mudar, com essa taxa a 3,5% e uma tendência de alta. Então, provavelmente, essa curva de crescimento da remuneração da caderneta de poupança vai aumentar, o que tornará maiores também as parcelas para quem aderir a esse formato de financiamento. Quem é acostumado a arcar com financiamento de parcelas decrescentes pode se complicar”, alerta o economista Freire. Ele avisa ainda que o cliente tem que estar ciente que esse reajuste se soma a uma taxa de juros que gira em torno de 3,4% atualmente.

Foto: divulgação