A Operação Panaceia, deflagrada na manhã desta segunda-feira (21) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) fez busca e apreensão contra um grupo empresarial do ramo de distribuição de medicamentos suspeito de sonegar R$ 39 milhões em impostos. A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Salvador e Feira de Santana.
As empresas estariam ligadas a familiares e ao empresário Carlos de Souza Andrade, Presidnete da Fecomércio-Ba, que sofreu mandato de busca e apreensão em sua casa no Itaigara. A polícia encontrou uma arma e na residência do empresário no Itaigara e sua esposa foi presa por posse ilegal de arma, já que afirmou ser dona de um revolver, fruto de herança, que não tinha documentação. A prisão não teve qualquer vinculação com o objeto da operação.
Ordens judiciais foram cumpridas também em residências, nos bairros do Horto Florestal e Pituba e em empresas no bairro de Pirajá e Rio Vermelho, além de endereços, na cidade de Feira de Santana. Vale observar que as acusações ainda serão confirmadas.
Foi determinado o bloqueio dos bens do grupo, para garantir a recuperação dos valores sonegados. Segundo a delegada que comandou a operação, o grupo criava empresas em nome de “laranjas” ou “testas-de-ferro” e utilizava empresas sem existência operacional, com o intuito de sonegar impostos. As investigações apontam também indícios da prática do crime de lavagem de dinheiro, por meio da criação de empreendimentos comerciais voltados à participação em outras sociedades e em investimentos patrimoniais imobiliários.
A operação Panaceia é uma iniciativa da Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal, composta pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap) através da Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor) da Polícia Civil, Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip) da Sefaz e do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do MP (Gaesf).