Com os requerimentos aprovados após acordo dos senadores titulares, os governadores começam a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid a partir do próximo dia 16 de junho, quando será a oitiva do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Witzel foi afastado do governo por suspeita de participação em esquema de desvios de recursos federais destinados à saúde.
No dia 29, será a vez do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), comparecer à CPI. O depoimento de Lima é bastante aguardado, já que o Amazonas foi um dos estados mais afetados pela pandemia. O caos em Manaus devido a falta de oxigênio, que resultou na morte de pacientes com coronavírus por asfixia, se tornou um dos principais assuntos desta CPI e deve ser explorado pelos senadores governistas, que tentam provar que a responsabilidade na crise local não foi do governo federal.
O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, foi convocado para depor no dia 15 de junho. O governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB), será ouvido no dia 30, e o governador do Piauí e presidente do Consórcio do Nordeste, Wellington Dias (PT), no dia 1° de julho. A rodada de oitivas do mês de junho tem início com a Dra. Nise Yamaguchi, ligada ao Planalto e uma das maiores defensoras do tratamento precoce com cloroquina para a Covid-19. Ela foi convidada e pode recusar.
Também está prevista a convocação de médicos pró e contra cloroquina, da ex-presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e dos ex-assessoes de Eduardo Pazuello, Élcio Franco e Markinhos Shows. Suspeitos de integrarem um gabinete independente que atuava paralelo ao Ministério da Saúde, o empresário Carlos Wizard e o assessor especial da Presidência, Filipe G. Martins, também foram convocados.
Confira as datas:
1/06- Dra. Nise Yamaguchi
2/06 – Dr. Clovis da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e Dra. Zeliete Zambom, Presidente da Sociedade de Brasileira de Medicina de Família e Comunidade // Dr. Francisco Cardoso Alves, especialista em infectologia pela Emílio Ribas (SES/SP) e Dr. Paulo Porto de elo, médico Neurocirurgião
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