O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, disse nesta terça-feira (11) que a decisão de não aplicar a vacina AstraZeneca em mulheres grávidas na capital foi tomada, “por segurança”, diante dos primeiros relatos sobre o risco de trombose. O Ministério da Saúde está investigando o caso de uma gestante que morreu no Rio de Janeiro após ter sido vacina com o imunizante, produzido pela Universidade de Oxford.
“Nós tomamos uma decisão lá atrás de não aplicar a AstraZeneca/Oxford. Nos pontos de gestantes estão sendo aplicadas Pfizer. Havia uma um dado que nos chamava atenção, de uma grávida com indicativo de trombose, e casos muitos raros de haver trombose. Não havia casos como esses [do Rio de Janeiro] e não havia prescrição de não vacinar as mulheres grávidas. Porém, por segurança, eu decidi colocar a Pfizer”, explicou o secretário em entrevista ao jornal Bahia Meio Dia, da TV Bahia.
Enquanto o Ministério da Saúde investiga a causa da morte, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu recomendar a suspensão imediata da vacina, segunda a ser aplicada no Brasil por intermédio da Fiocruz. A orientação da agência é para que a indicação da bula da AstraZeneca seja seguida. Nela não consta o uso em gestantes.
“A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país. O uso ‘off label’ de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, afirmou a agência, por meio de nota.
Mais cedo, o prefeito da capital baiana, Bruno Reis, tranquilizou a população ao afirmar que nenhuma grávida residente na cidade recebeu doses da AstraZeneca/Oxford, mas sim da Pfizer, conforme informou Leo Prates.
Foto: Max Haack/Secom