O pós Big Brother Brasil da baiana Lumena Aleluia, 5ª eliminada do programa, pode não parecer conturbado nas redes sociais, mas nos bastidores foi motivo de muita dor de cabeça e terapia.
Em entrevista à coluna de Patrícia Kogut, do jornal ‘O Globo’, a DJ e psicóloga revelou que teve perda de memória e crises de ansiedade após o programa e contou com o apoio da religião para se reerguer. “Saí do hotel tendo ataques de ansiedade e perda de memória. Fui direto para o meu terreiro e me reorganizei”, contou.
Considerada pelo público como parte do “gabinete do ódio”, Lumena, que não recebeu tantos votos para deixar a casa como Karol Conká, Nego Di e Projota, teve o apoio da família e precisou acionar uma assessoria jurídica para lidar com as mensagens de ódio e ameaças que recebia e ainda recebe na web por conta do programa.
“No dia seguinte já estava fazendo uma reunião com uma assessoria jurídica. Passamos, então, a fazer um trabalho para separar o que são as críticas de jogo e o que são as mensagens de ódio e ameaça. Não é nem para eu sair processando, mas para me salvaguardar. O que me ajudou muito neste momento foi o suporte familiar. Foi o primeiro combustível que eu tive para encarar e pedir perdão, fazer autocritica, me perdoar e conseguir uma segunda chance”.
Assim como Conká, que se apropriou do tema cancelamento, a baiana irá usar sua experiência no BBB e a “política do cancelamento” na internet como tese para seu doutorado.
“Já falei com a minha orientadora e quero usar o tema como tese para o meu doutorado. Falar sobre os impactos de quem sofre e outras vertentes”, explicou.
foto: Globoplay