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MAIOR COOPERATIVA DE CAFÉ DO BRASIL BATE RECORDE

Redação - 05/04/2021 14:30 - Atualizado 05/04/2021

Maior cooperativa de café do país, a Cooxupé, de Guaxupé (MG), bateu recorde de faturamento em 2020 impulsionada pelo preço da saca do café e pela alta produção em sua área de atuação, em Minas Gerais e São Paulo. As sobras totais e a distribuição de valores aos cooperados também foram recordes. Em um ano de pandemia, a cooperativa faturou R$ 5,03 bilhões, 19,7% mais que os R$ 4,2 bilhões do ano anterior e viu as sobras alcançarem R$ 325 milhões, ante os R$ 160,7 milhões da safra anterior.

Com o bom desempenho, a distribuição aos produtores associados será de R$ 107 milhões, o que representa um crescimento de 85% em comparação com os R$ 57,8 milhões do ano passado. “É um paradoxo, a pandemia trazendo tanto transtorno, preocupação demais, mas conseguimos por conta de um ano com bastante quantidade e também qualidade. Isso fez com que alavancasse a cooperativa”, disse o presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo.

A produção dos cooperados alcançou 10,99 milhões de sacas de 60 quilos em 2020, ante as 7,7 milhões do ano anterior, que é considerado um ano de baixa. A cultura é bianual, o que significa que alterna safras grandes e menores. Em 2018, ano de alta, a produção chegou a 9,6 milhões. “O fator preço contribuiu muito para o recorde de 2020. Os patamares de preço praticados em 2018 e 2020 são bem diferentes. Além disso, tivemos esse volume de café no ano passado e, somado a isso, a participação do cooperado foi maior.”

Mas, se 2020 foi marcado por recordes, a safra deste ano deve ser menor que a de 2019, por conta da seca que afetou não só o café, mas as principais culturas agrícolas do país. A previsão é que a produção dos cooperados alcance 7,49 milhões de sacas, 2,72% menos que as 7,7 milhões de sacas da safra de dois anos atrás, devido à crise hídrica que as lavouras enfrentaram no Sul de Minas, no cerrado mineiro e na região conhecida como média mogiana de São Paulo.

Desde março do ano passado as condições climáticas estavam diferentes nas regiões mineiras, com chuvas abaixo da média e irregulares. A seca, aliada às altas temperaturas entre agosto e outubro, fez com que a planta fosse muito prejudicada. “A planta precisa de nutrição e controle de pragas e doenças no período correto. Se não tem chuva regular, atrasa a nutrição e ela não tem o desenvolvimento adequado”, disse o engenheiro agrônomo Eder Ribeiro dos Santos, coordenador do departamento de geoprocessamento da cooperativa.

Foto: divulgação

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