A empresa Quinto Energy está implementando um complexo híbrido de energia renovável na região centro-norte da Bahia, mais precisamente nos municípios de Ibicoara e Barra da Estiva. O investimento é de R$ 4,8 bilhões, e estima-se a geração de cerca de 11 mil empregos diretos e indiretos no período de construição do empreendimento.
Batizado como Complexo Eólico e Solar Alfazema, o gigante projeto contará com 280 turbinas aerogeradoras capazes de produzir 5,8 TWh por ano e já é considerado o segundo maior complexo híbrido em desenvolvimento do país. Só perde para o complexo Castanheira, em Sento Sé, que também é desenvolvido pela Quinto.
O Alfazema será capaz de produzir um volume de energia elétrica suficiente para abastecer uma metrópole com 2,4 milhões de residências populares. Além disso, também trata-se de uma iniciativa com alto impacto positivo para o meio ambiente, pois sua produção energética renovável evitará a emissão de 1,7milhão de toneladas de Co2 na atmosfera.
Todo trâmite burocrático está correndo de maneira célere inclusive toda parte de regularização fundiária, integração social das comunidades locais, licenciamentos e projeto de engenharia. Tudo fluindo rapidamente. No geral, essa etapa de desenvolvimento costuma durar até 5 anos, mas certat a gente vai concluir antes, o que permite que a fase da obra de construção inicie entre o final de 2022 e início de 2023″, explica Rafael Cavalcanti, diretor da empresa.
O projeto está com a tramitação em ritmo acelerado. A empresa está empenhada para concluir no final do próximo ano essa etapa de desenvolvimento, que são os estudos geográficos, licenciamentos e outorgas.
Mais dinheiro
Além da geração de emprego, a logística que ocorrerá na região durante o período de obras do complexo provocará um “boom” econômico local com o aquecimento do comércio, do setor de serviços e hotelaria.
O negócio também permitirá um ganho financeiro direto para produtores rurais e proprietários de terras na região. O dono de um terreno que arrendar parte de sua terra para a receber uma torre eólica vira uma espécie de sócio do empreendimento, recebendo cerca de 1,5% do faturamento liquido da energia gerada proporcionalmente na sua propriedade.
Pelo cálculo, o produtor sertanejo vai faturar R$ 5 mil por cada gerador, sem precisar parar sua produção na lavoura. E se ele der sorte e sua roça estiver numa área privilegiada de vento favorável ao sistema, ele pode abrigar dezenas de torres e mudar completamente a sua vida financeira.
Como o complexo terá 280 aerogeradores e pode pagar cerca de R$ 5 mil por cada uma, estima-se que o fornecedor da energia distribua, em cash, um montante na órbita de R$ 1,4 milhão por mês.