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BAHIA É O 3º ESTADO QUE MAIS MATA TRANSSEXUAIS NO PAÍS

Redação - 29/01/2021 17:15 - Atualizado 29/01/2021

Aos Crimes contra pessoas transgênero, com extrema violência continuam em alta no país. Em 2020, ao menos 175 mulheres transexuais foram assassinadas, conforme aponta o relatório da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil) e do IBTE (Instituto Brasileiro Trans de Educação). Já no início deste ano, Keron Ravach foi brutalmente assassinada no Ceará, aos 13 anos a adolescente transexual foi morta com socos, pedradas, pauladas, facadas, teve os olhos perfurados e a roupa introduzida no ânus, segundo informações da Folha de S. Paulo.

Em 2019, o país havia registrado ao menos 124 mortes -como se trata de dados subnotificados, estima-se que o número seja maior. Com isso, o aumento das mortes neste ano em relação ao ano passado foi de 41%. Nesta sexta-feira (19), o país comemora o Dia da Visibilidade Trans, população alvo de crimes de ódio e violência crônica no país. As mortes no ano passado estão acima da média registrada desde 2008, de 122,5 assassinatos por ano.

“O ano de 2020 revelou aumento de 201% em relação a 2008, o ano que apresentou o número mais baixo de casos relatados, saindo de 58 assassinatos em 2008 para 175 em 2020. Mesmo durante a pandemia, os casos tiveram aumento significativo de acordo com o publicado nos boletins bimestrais ao longo de 2020”, diz o documento da Antra.

No período monitorado pelo estudo, apenas em 2017 houve mais mortes que no ano passado, um total de 179. O estado de São Paulo lidera as mortes, com 29 casos e um aumento de 38% em relação a 2019. Trata-se do segundo aumento consecutivo – no ano passado já havia tido uma alta de 50%. Atrás de São Paulo vêm Ceará (22), Bahia (19), Minas (17) e Rio de Janeiro (10).

“São Paulo, Ceará, Bahia e Rio de Janeiro aparecem entre os cinco primeiros estados com mais assassinatos de pessoas trans desde 2017. Durante o ano de 2020, o Ceará chamou a atenção das mídias pelos recorrentes casos entre julho e agosto, somando nove assassinatos somente nesses dois meses”, afirma o relatório.

Apesar da liderença de São Paulo em mortes, por região é o Nordeste que concentra o maior número de casos –43%, ou 75 assassinatos. Em seguida, vêm Sudeste (59), Sul (14) e Norte (13). A maior parte das vítimas tem entre 15 e 29 anos, é negra, pobre e expressa o gênero feminino. Segundo o relatório, a prostituição é a fonte de renda mais frequente e os crimes ocorrem em vias públicas desertas, durante a noite. Os casos acontecem com violência excessiva e são praticados, na maioria das vezes, por pessoas sem relação direta ou afetiva com as vítimas.

 

Foto: Reprodução

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