A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomendou que a vacina produzida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford seja aplicada em dose única no primeiro momento, diferente do que é indicado pelo fabricante, que orienta duas aplicações. A intenção da Fiocruz é ampliar o número de imunizantes para atingir mais pessoas. O Ministério da Saúde, por sua vez, diz ser a favor de seguir a orientação da AstraZeneca/Oxford.
Em entrevista à GloboNews, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, falou sobre o assunto e se apoiou na eficácia do imunizante para sugerir a dose única. Na fala, ele sustentou que a ideia é a de “diminuir a carga viral populacional” e, consequentemente, a transmissão da doença.
“Nós já temos uma comprovação da eficácia de 73% por 120 dias a partir da primeira dose. Tratamos a segunda dose quase como um reforço. (…) Nossa recomendação, e é um programa que está sendo utilizado pela Inglaterra e pela maioria dos países, é realmente aproveitar essa característica da vacina e fazer uma vacinação mais rápida, para distribuir doses para mais pessoas num primeiro momento”, afirmou.
Em ofício enviado ao Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasem) na terça-feira (19), o Ministério da Saúde frisou a necessidade de cumprimento das diretrizes estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em uma das diretrizes existe a previsão de que sejam aplicadas “as duas doses previstas neste primeiro ciclo”.
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