Com uma uma dívida trabalhista de cerca de R$ 470 mil, o bloco afro Ilê Aiyê corre risco de perder sua sede, a Senzala do Barro Preto, no bairro da Liberdade, em Salvador. Já em fase de execução, o processo foi movido por Adelson Evangelista Santos, que cantou no grupo entre 1988 e 2010.
A penhora do espaço foi determinada em abril do ano passado pelo Tribunal Regional do Trabalho na Bahia (TRT-5). Desde então, o caso ficou parado porque a Justiça aderiu às atividades remotas em razão da pandemia de Covid-19.
O prazo do Ilê para sanar o valor, segundo a direção da organização, é o retorno presencial das atividades da Justiça. Com a possível retomada dos trabalhos presenciais nos próximos meses, o bloco teme ver o imóvel ser leiloado. A indenização foi fixada em R$ 400 mil, mas, para a defesa de Evangelista, o valor corrigido chega a R$ 470 mil.
Para arrecadar fundos, o Ilê chegou a promover campanhas para atrair doações. Em julho de 2020 iniciou uma vaquinha virtual e transmitiu uma live por meio do YouTube. As iniciativas, porém, não foram suficientes.
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