A Operação Faroeste apontou que Amanda Santiago, filha da desembargadora e ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Maria do Socorro Santiago, era um dos alvos de busca e apreensão nos endereços residenciais e profissionais da artista nesta segunda-feira (14).
A ex-cantora do grupo Timbalada foi uma das citadas na delação premiada de Júlio César Cavalcanti Ferreira, um dos advogados acusados de negociar compras de sentenças.
De acordo com as investigações, Amanda apresentou movimentação financeira de mais de R$ 8 milhões (R$ 8.091.663,00 no total) no período analisado pelas autoridades, apesar de declarar apenas R$ 1 mil em renda neste mesmo tempo. A análise da movimentação bancária da artista apontou transferências “vultuosas” para sua mãe, que variavam de R$ 25 mil chegando até a R$ 80 mil, para tentar “legitimar o fluxo criminoso entre elas”.
Com os valores, a desembargadora teria feito o pagamento de um imóvel na Praia do Forte à francesa Marie Agnês, que acusa a ex-presidente de ter se apropriado ilegalmente da casa – uma das parcelas quitadas foi de R$ 275 mil. Com sete suítes, a casa é localizada no Condomínio Aldeia dos Pescadores, sendo avaliada entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões. A suspeita é de que o imóvel tenha sido vendido pela marido da francesa à desembargadora por valores menores e sem sua autorização.
Maria do Socorro, mãe de Amanda, também é ré e está presa por envolvimento na organização criminosa.
Em nota enviada ao Bahia Econômica, a advogada de Amanda Santiago, Mariana Barreto, contesta a ação da Operação Faroeste. “Tentam agora de forma desesperada justificar o ato bárbaro de uma preventiva irregular por 1 ano, criando hipóteses fantasiosas envolvendo Amanda minha irmã. Querem que minha mãe delate o que ela não tem a delatar, mas querem forçar de qualquer jeito. Por isto estão tentando nos atingir, as filhas, para atingir a minha mãe de qualquer jeito. Quero dizer a todos que ela não delata porque nada fez, tudo isto é mentira. Ao que parece existe interesse político em derrubá-la. Minha irmã Amanda está em casa se reparando do susto que tomou da forma agressiva da Polícia Federal na casa dela na busca e apreensão feita lá. Minha irmã nada tem a ver com isto. Apenas como é uma artista conhecida na Bahia estão usando ela para mais uma vez prejudicar minha mãe”, disse.