O procurador-geral da República, Augusto Aras, se posicionou contra o pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima para parcelar a multa de R$ 1,6 milhão relativa ao caso do bunker, imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como condição para autorizá-lo a cumprir pena em regime semiaberto. Em manifestação ao relator da Lava Jato na Corte, Edson Fachin, Aras disse que Geddel não provou incapacidade financeira para quitar o valor de uma vez. Ao pedir o parcelamento, a defesa do ex-ministro alegou que ele teve quase R$ 13 milhões em empreendimentos imobiliários, fora bens móveis e imóveis, bloqueados pela Justiça e que vive com R$ 13 mil da aposentadoria, além de rendimentos sobre aplicações e previdência privada de R$ 6 milhões, em nome da esposa e dos três filhos. Para Aras, a aposentadoria, superior a dez salários mínimos, é suficiente para Geddel consiga sustentar a si e a família e que o montante investido em previdência privada pode ser usado para quitar a multa integralmente. As informações são da coluna Satélite do Jornal Correio
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