

As eleições municipais deste ano registram um recorde de candidatos negros (49,9%). É a primeira vez que candidatos brancos não são maioria segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, pela primeira vez desde que o tribunal passou a coletar informações de raça, em 2014, os candidatos brancos não representam a maioria dos concorrentes às vagas eletivas.
Cerca de 215 mil candidatos são pardos e aproximadamente 57 mil são pretos. Juntos, pretos e pardos são considerados negros, segundo classificação utilizada pelo IBGE. Assim, as eleições de 2020 têm cerca de 272 mil candidatos negros, o que representa 49,9% de todos os concorrentes. Já 260,6 mil candidatos se autodeclaram brancos, ou 47,8% do total. Além de ser a primeira vez que não representam mais da metade dos postulantes, esta é também a primeira vez que uma eleição tem mais candidatos negros que brancos. Os demais preferiram não declarar sua cor de pele.
Perfil dos Candidatos
Homem, negro, casado, com 46 anos e ensino médio completo. Esse é o perfil médio dos candidatos que disputam as eleições deste ano. Quanto às outras características, não houve muita diferença em relação ao perfil médio dos candidatos das últimas eleições municipais, em 2016. Os candidatos são predominantemente casados (51%), com ensino médio completo (38%) e com uma média de 46 anos.
O perfil dos candidatos, porém, muda consideravelmente em alguns quesitos a depender do cargo disputado. Enquanto que o perfil médio dos candidatos a vereador segue a média geral, os dos candidatos a prefeito e vice-prefeito têm outros graus de instrução, ocupações e raças.
Enquanto que a maior parte dos candidatos a vereador é negra (51%), a maioria dos que concorrem a prefeito e a vice é branca (63% e 59%, respectivamente).( Com informações da Tv Senado e Jornal de Jundiaí)
Além disso, os candidatos a prefeito e vice têm a escolaridade maior: o grau de instrução mais comum entre eles é o de superior completo. Já entre os candidatos a vereador, o mais comum é ter o ensino médio completo.
Outra diferença é a da ocupação: a mais comum entre os candidatos ao Executivo municipal é a de empresário, enquanto que a de agricultor tem um maior percentual entre os que concorrem ao Legislativo em todo o Brasil.
Foto: Estadão
