SETOR DO TURISMO MOSTRA OTIMISMO NA RETOMADA

SETOR DO TURISMO MOSTRA OTIMISMO NA RETOMADA

Com o Centro de Convenções recebendo sete eventos até dezembro e 50% dos voos normalizados até o fim do ano no aeroporto da cidade o turismo da Bahia já começa a mostra sinais de recuperação. Ontem, o A Tarde conecta  teve mediação de Armando Avena, tendo como convidados Fausto Franco, secretário de Turismo da Bahia; Pablo Barroso, secretário de Cultura e Turismo de Salvador; Cláudio Tinoco, vereador e ex secretário de Cultura e Turismo do município; e Roberto Duran, diretor/presidente da Salvador Destination.

A pandemia e o confinamento em boa parte do mundo causaram perdas de US$ 320 bilhões para o turismo mundial entre janeiro e maio – apontam dados divulgados em julho, pela Organização Mundial de Turismo (OMT). Entre os principais perigos para o setor, a entidade cita “o aumento do vírus e o risco de novos confinamentos”, além da situação de “ponto morto” na China e nos Estados Unidos, dois dos principais mercados provedores de turistas. A organização alerta para a possível destruição “de 100 milhões a 120 milhões de empregos diretos” no setor.

Os participantes falaram sobre o setor de turismo sob suas perspectivas e responderam a uma pergunta do mediador sobre a retomada das atividades na indústria e no comércio e como o setor de turístico vai se sair dessa situação pós pandemia. O secretário Fausto Franco lembrou que existe uma demanda reprimida após seis meses de isolamento social. Ele lembrou que a Bahia possui 13 zonas turísticas com 133 municípios com este viés, e que nos meses de abril e maio estava tudo parado, ocorrendo, a partir de junho, a reabertura de alguns resorts do Litoral Norte. Em abril, explicou, apenas 4%do tráfego aéreo normal se verificava no estado.

Para o secretário Pablo Barroso, Salvador foi uma das cidades mais afetadas pela pandemia, mas segundo pesquisas é um dos destinos mais desejados no país. O trabalho da prefeitura nos últimos sete anos consolidou a vocação da cidade para o turismo, que representava 20% da renda interna da cidade. “Esperavamos que 2020 fosse um ano proveitoso e especial para o turismo em Salvador com a inauguração do centro de convenções, com a conclusão da reforma do aeroporto, com 70% da orla restaurada e recuperada, com a cidade limpa, quando veio a pandemia”, disse.”Mantivemos as obras estruturantes para o turismo e para a vida da cidade e fomos a primeira cidade a receber o selo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo. O trabalho é de retomada, mas sempre respeitando o momento da pandemia para que não haja uma segunda onda, para que não haja um retrocesso”, destacou Barroso.

Cláudio Tinoco destacou a atuação do poder público na estruturação de equipamentos de turismo, citando a fiscalização feita pessoalmente pelo secretário Fausto Franco na Prodetur da Baia de Todos os Santos, após anos de falta de cuidado com o projeto Proturismo. Mas, destacou a necessidade de cuidar do trade, das pessoas jurídicas afetadas pela crise o que resultou em muito desemprego.

Roberto Duran explicou que o turismo tem pelo menos três eixos principais e cada um terá seu ritmo de recuperação.  “O turismo de lazer, gastronômico e religioso é mais pontual e sazonal, e que será o primeiro a se recuperar principalmente a partir do início do verão, porque depende da vontade do turista”, falou ele, que completou: “Já o turismo de negócios, de eventos e feiras vai demorar de cinco a dez anos para retomar o ritmo com o qual era mantido até 2019, porque ele exige previsibilidade e tempo para organização. O turismo corporativo vai se acomodar, até porque com os meio tecnológicos, poderá haver a viagem para acompanhamento presencial, no intervalo serão reuniões virtuais, concluindo o negócio com mais uma viagem presencial para fechar o negócio”, avaliou.

Foto: divulgação