NETO GARANTE QUE PARCERIA COM RUI NO COVID-19 NÃO VAI ACABAR COM A CHEGADA DAS ELEIÇÕES

NETO GARANTE QUE PARCERIA COM RUI NO COVID-19 NÃO VAI ACABAR COM A CHEGADA DAS ELEIÇÕES

“Até o dia 31 de dezembro, pode esperar de mim a parceria total com o governo do Estado mesmo agora com a eleição. Daqui a um mês, no dia 9 de outubro, começa o horário político-eleitoral. A campanha vai esquentar mesmo a partir do dia 9 de outubro. Vamos ter 35 dias no primeiro turno de muita emoção e de muito debate. Mas eu quero me comprometer que nós vamos blindar a discussão política-eleitoral. As pessoas não têm ouvido da minha boca discurso político. Não estou fazendo campanha. Eu tenho muita coisa para fazer pela cidade. Mas claro que vai chegar a hora de fazer campanha (…)  Eu não posso deixar de fazer campanha, mas eu não vou permitir que o debate eleitoral e as divergências afetem a necessária relação que tem que existir entre prefeitura e o governo do estado”, declarou em uma live (transmissão ao vivo de bate-papo pelas redes sociais) promovida pelo site Alô Alô Bahia.

Embora ressalte que milita em campos político oposto ao do governador Rui Costa (PT), Neto não descartou dialogar com o petista após encerrar o seu mandato como prefeito. “Eu não tenho nenhuma dificuldade de conversar com Rui. Não tenho problema em conversar com nenhuma liderança política que queira conversar comigo em alto nível sobre os temas do presente e do futuro da nossa cidade, da Bahia, do nosso país. Eu tenho bom diálogo com todas correntes”, pontuou.

O democrata salientou, porém, que, nos encontros com o chefe do Palácio de Ondina, não teve discussão político-partidária. “Todos os assuntos que nós abordamos nesse período tiveram a ver com o trabalho institucional, e conjunto entre prefeitura e governo do estado sobre a pandemia. (Mas) tratamos de outros assuntos, a exemplo do alvará do VLT que a prefeitura concedeu”, acrescentou.

O prefeito ainda falou sobre os bastidores do enfrentamento à pandemia. Admitiu que está “muito cansado psicologicamente”. Segundo ele, no início da crise sanitária, as reuniões na prefeitura começavam as 8h da manhã e encerravam as 2h da madrugada. “Me preparei, para ter o último ano do mandato, coroando esse trabalho que foi feito em oito anos, colhendo muitos frutos que foram plantados ao longo desse período, inaugurando obras, entregando projetos, consolidando ações. E aí veio a pandemia e mudou absolutamente tudo. Além da exaustão física de quem não para um dia, mas também psicológica. (…) Tem dias que eu encerrava a reunião da equipe de trabalho, que fazia todas as noites com 36 pessoas, tão exausto que eu fechava os olhos e chorava de tensão, de preocupação, sem saber o que ia acontecer no dia seguinte se a cidade ia enfrentar tudo isso. Não foram poucos os dias em que senti a pressão sobre os meus ombros. É preciso ter equilíbrio, resiliência… (…). Os números de Salvador e resultados da pandemia mostram os acertos que fizemos ao longo desses seis meses no combate ao coronavírus”, contou.

Neto confesso também que ficou “chateado” com alguns protestos que aconteceram na frente da sua casa. “A minha chateação era menos por mim e mais pelos meus vizinhos. Acho que eles não mereciam passar por isso. Eu que estou na vida pública tenho que estar pronto para enfrentar todo o tipo de cobrança. Com o passar do tempo, a decisão de manter as medidas de isolamento, distanciamento, manter o comércio fechado, foi exigindo cada vez mais da minha parte ter sangue frio, equilíbrio e saber que estava fazendo a coisa certa”, afirmou. “Confesso que, em determinado momento, eu tive receio que nós pudéssemos viver uma situação parecia que viveu o Rio de Janeiro, Belém do Pará, Manaus, Fortaleza. Ou pior ainda o que acontecesse algo parecido aconteceu na Itália, na Espanha. E aquilo me deixava em pânico. Imaginar que alguém poderia bater na porta de uma UPA e a porta estar fechada porque estaria lotado”, emendou.

Foto: divulgação