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TRUMP DIZ QUE ‘CHINA SERÁ DONA’ DOS EUA SE RIVAL VENCER

Redação - 28/08/2020 07:18

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou formalmente a candidatura a reeleição nesta quinta-feira (27), no encerramento da Convenção Nacional do Partido Republicano. O discurso de maneira oficial abriu a corrida pela Casa Branca, com as eleições americanas marcadas para novembro. “E em 3 de novembro, nós vamos fazer um país mais seguro, vamos fazer um país mais forte, vamos fazer um país mais orgulhoso e vamos fazer um país maior do que nunca”, disse, ao encerrar o discurso.

Trump ofereceu orações às vítimas do furacão Laura, que causou estragos no estado da Louisiana nesta quinta, e disse que visitaria a região atingida nos próximos dias. O presidente e candidato também homenageou o irmão, Robert Trump, morto há quase duas semanas. O republicano afirmou que o partido está “disposto a acolher milhões de democratas e independentes”, em mais um aceno ao eleitorado oposicionista insatisfeito com a escolha de Joe Biden como candidato democrata. Trump, inclusive, mencionou indiretamente a declaração do adversário de que os EUA vivem uma “temporada de escuridão”.

“Nós entendemos que os EUA não são uma terra coberta de escuridão. Os EUA são a tocha que ilumina todo o mundo”, afirmou. Trump também disse que “são as eleições mais importantes da história dos EUA”. “Nunca antes os eleitores encontraram uma escolha clara entre dois partidos, duas visões, duas filosofias e duas agendas.” “Vamos defender os EUA de todas as ameças e proteger o país de todos os perigos.”

Como vem fazendo desde o ano passado, Trump voltou a subir o tom com a China de Xi Jinping. O republicano disse que o país asiático terá que se responsabilizar pela pandemia de novo coronavírus, que matou mais de 180 mil pessoas nos EUA, e alfinetou o candidato opositor sobre política externa. “A China será dona de nosso país se Joe Biden se eleger. Diferentemente dele, eu vou fazê-la completamente responsável pela tragédia que causaram”, disse, ao chamar os democratas de “ameaça marxista”.

“A agenda de Joe Biden é ‘made in China’. A minha é ‘made in the USA'”, ironizou o republicano. Trump também reclamou das críticas que sofreu por fechar as fronteiras aéreas com a China para evitar o contágio do novo coronavírus, quando essa medida era considerada ainda precipitada. “Quando eu tomei essa atitude, Biden a chamou de histérica e xenófoba”, disse. “Se tivéssemos escutado Joe, centenas de milhares de americanos a mais teriam morrido”, completou.

Sobre o combate à pandemia, Trump disse que os EUA fizeram mais testes do que países mais próximos e voltou a celebrar os estudos com tratamento com plasma convalescente. Ele também repetiu que o país terá uma vacina “segura e eficaz” contra o novo coronavírus ainda neste ano.

Foto: Evan Vucci/AP

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