Na disputa ao Palácio Thomé de Souza, nas eleições municipais deste ano, o bloco partidário formado por PTB, PSC, MDB, Solidariedade e Republicanos já avisou não irá abrir mão de discutir a indicação para a vaga de vice, na chapa de Bruno Reis, que disputará a prefeitura da capital baiana. Cotado para ocupar o posto, o presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), retirou a sua pré-candidatura a prefeito pelo bloco partidário. Júnior teria a primazia da escolha, se confirma seu nome na chapa majoritária ou se vai para a reeleição como vereador e, assim, concorrer à reeleição na Presidência da Câmara.
No bloco de partidos que integram a base do prefeito ACM Neto, o Republicanos, está no radar de todo esse cenário de articulação. O próprio Geraldo Júnior passou a fortalecer a possibilidade de um republicano marchar na vice de Bruno, sob a justificativa da força do partido na cidade, “podendo levar a definição do pleito até mesmo para o primeiro turno”. Dentre os cotados para o posto, o Republicanos tem a vereadora Ireuda Silva, mulher, negra, que agregaria questões de gênero e raça na majoritária. Outra opção é a ex-secretária Ivete Sacramento, ou, ainda, o ex-deputado Manasses.
O detalhe é que o prefeito ACM Neto passou a desejar ter o PDT em seu arco de aliança. A vaga de vice passou a ser cogitada para o partido. No entanto, apesar do acordo, que mira a eleição de 2022, quando PDT e DEM poderão marchar juntos para o Governo do Estado e presidência da República, a força do Republicanos conta de sobremaneira na eleição que se avizinha. Questionados sobre a possibilidade de um pedetista integrar a chapa de Bruno, os presidentes do bloco disseram que o PDT é importante, sobretudo, por pertencer hoje à base do governador Rui Costa, mas que, na eleição municipal desse ano, os republicanos agregariam mais à chapa do DEM. “O apoio do PDT é importante, mas, quando comparado com o Republicanos, perdem o peso”, disseram os dirigentes.
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ bahia.ba