O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, afirmou que a pasta pretende usar a primeira vacina que se mostrar eficiente e segura contra o novo coronavírus. Segundo ele, o fato de o governo federal ter fechado parceria com a imunização de Oxford não exclui as outras opções. — A preferência de adoção é a que chegar primeiro com eficácia e efetividade comprovada — disse.
Nesse caso, o secretário afirmou ainda que será levado em consideração se o laboratório que produz a vacina terá capacidade para fornecer o numero necessário para o Brasil e se haverá a possibilidade de transferência de tecnologia, a exemplo do que foi acordado com a AstraZeneca, que produz a vacina de Oxford. — Nada impede que continue o processo de transferência tecnológica (com Oxford) e que o governo possa buscar outra vacina em paralelo. O que é importante é salvar o maior número de vidas o quanto antes — disse Neto.
O secretário Neto afirmou ainda que, uma vez adquirida uma vacina eficaz, toda a população terá acesso, sem exclusão de determinados estados. Os critérios serão definidos considerando ainda o volume de aquisição. Grupos de risco, por exemplo, podem ter prioridade. Questionado como ficará a vacinação, com estados investindo em vacinas diferentes da de Oxford, Neto destacou que a pasta pretende distribuir para todo o território nacional, sem distinção de áreas geográficas.
— Essa estratégia é nacional, então quando pensamos ‘tal estado produziu a vacina dele’, o que conseguirmos, atestarmos que tem qualidade, conseguir adquirir, vamos disponibilizar a toda a população brasileira. O critério é quem precisa mais, quem tem mais risco e se faz uma priorização, o objetivo é levar a todos que se beneficiariam com a administração de uma vacina. É preciso ter todo um estudo e inteligência de fazer isso chegar na ponta de forma mais útil.
Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde, afirmou que o Brasil tem um programa reconhecido de vacinação no país, com capilaridade grande, por meio de 37 mil postos, o que garantirá a distribuição de um futuro imunizante. A estimativa é que o produto demore de 12 a 14 dias para chegar aos municípios mais distantes e menos acessíveis do país. Ele citou como exemplo, sem dar nomes, cidades do interior do Amazonas.
Medeiros esclareceu que quando mencionou que a estratégia de vacinação para covid-19 seria semelhante à estratégia para influenza, se referia ao número de doses, na casa dos 100 milhões. Segundo ele, os grupos prioritários para a vacinação ainda serão definidos de acordo com os dados epidemiológicos da covid-19 no Brasil.
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