por Gabriela Marotta |
A Bahiagás, estatal baiana, vai concorrer no edital de licitação para arrendamento do Terminal de Regaseificação de GNL da Bahia (TR-BA) e instalações associadas, no estado da Bahia, que foi publicado na noite de ontem (3) pela Petrobras. A licitação, que será restrita às empresas aceitas na Convocação de Pré-Qualificação, terá a participação da Companhia de Gás da Bahia, que irá disputar com outras nove concorrentes, entre empresas petroleiras, distribuidoras e comercializadoras de gás de grande porte.
Embora o pleito aconteça com nomes de peso, a Companhia apresenta vantagens sobre as demais licitantes, que são destaque na proposta a ser exposta até o dia 30 de setembro, disse o presidente da estatal, Luiz Gavazza em entrevista ao portal Bahia Econômica.
“A diretriz do Governo do Estado é de que nós propiciemos a revitalização e a ampliação da produção do petróleo e gás em terra baianas, afinal de contas a Bahia é pioneira na exploraçào de petróleo. Aqui foi descoberto o petróleo e gás e a gente tem essa primeira vantagem natural e histórica”, disse. “A gente também tem por força da existência do gás natural aqui, instituições, comércio e indústrias que consomem o gás natural daqui”, completou Gavazza.
Para entrar na disputa, no entanto, a Bahiagás lançou mão de outras estratégias, entre elas, buscar adquirir gás de produtores independentes, possibilitando um produto mais barato e permitindo, assim, uma queda nas tarifas.
“O Governo da Bahia foi inovador ao diferir os 4% do ICMS do gás importado e consumido no estado para que houvesse um incentivo. Dessa forma, tornou atrativo para a Petrobras trazer o Terminal de Regaseificação para cá”, disse Gavazza, acrescentando que o terminal, que antes funcionava no Rio de Janeiro, permitiu ampliar a capacidade de armazenamento e regaseificação do produto de “14 milhões de metro³/dia, para 20 milhões de m³/dia”.
O secretário de Infraestrutura do Estado, Marcus Cavalcanti, também se mostrou otimista com a participação da Companhia baiana na licitação. “Dentro do plano de governo para tornar o gás natural uma matéria prima e um produto de geração de energia o mais barato para a economia baiana, ter acesso a um terminal de regaseificação permite que ela possa adquirir gás liquefeito vindo de outros países com preços mais competitivos do que hoje é vendido pela Petrobras aqui no brasil”, disse ao Bahia Econômica, ressaltando a importância estratégica da Bahiagás participar do processo.
“A Bahiagás vai entrar firme com a proposta. É importante que a gente tenha acesso a um terminal, que até hoje é utilizado apenas pela Petrobras, possibilitando à Bahia ter acesso a um gás mais barato, e assim possibilitando um crescimento econômico ao estado”, finalizou Cavalcanti.