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EMPRESÁRIOS SE PREPARAM PARA SEGUNDA FASE DA REABERTURA DA ECONOMIA, MAS DADOS ALTOS PODE AMEAÇAR PLANOS

Redação - 03/08/2020 09:00 - Atualizado 03/08/2020

Com a taxa de ocupação das UTIs de Salvador novamente em 75%, (Veja aqui) a segunda fase da reabertura da economia que engloba Restaurantes, bares, academias, salões de beleza e museus, entre outros negócios e espaços está ameaçada, porém tanto a prefeitura quanto os empresários estão confiantes que a taxa vai cair e na próxima sexta dia 07, os negócios vão reabrir.

Segundo informações publicadas na coluna Raio Lazer da Tribuna da Bahia, durante o final de semana, o secretário de Saúde do Município, Léo Prates,  afirmou que vai pedir auditoria nos dados pois ele acredita que a taxa está menor do que a divulgada. Segundo ele as Upas estão vazias e com capacidade para novos pacientes. Empresários de varios setores também se manifestaram afirmando que estão otimistas com a possibilidade de reabertura nos proximos dias.

Embora esteja aguardando a divulgação dos protocolos para definir qualquer alteração, o gerente dos três restaurantes Skilo, Agnaldo Medeiros, tem pensado em colocar um funcionário, devidamente paramentado, para colocar os alimentos escolhidos nos pratos. Na cidade de São Paulo, essa mudança de formato foi determinada para a reabertura. Medeiros conta que apenas uma unidade está funcionando atualmente, fornecendo refeições para retirada no local ou entrega em casa, e que o faturamento não ultrapassa 20% do registrado antes da pandemia.

Dos 55 funcionários, nove continuam trabalhando, os demais estão com contratos suspensos. De acordo com o presidente executivo da regional Bahia da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-BA), Luiz Henrique do Amaral, outra solução em debate para os restaurantes com buffet self service é o fornecimento de luva descartável no momento do cliente abastecer seu prato.

Um aspecto já definido para a reabertura de bares e restaurantes é a possibilidade de ocupação de calçadas e vagas próprias de estacionamento para a colocação de mesas. Até a última quinta-feira, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) tinha recebido 31 pedidos para essa liberação, com seis já aprovados, nove estão em análise e 16 indeferidos por não se enquadrarem no projeto. Entre os que tiveram o pedido aprovado está o restaurante La Pasta Gialla, que irá montar um parklet com 24 lugares no estacionamento. De acordo com o sócio Marcelo Reis Laureano, a área será compartilhada com a pizzaria Acqua Farina, da qual é proprietário.

Com a reorganização dos espaços internos para garantir a distância mínima de dois metros entre mesas, ele reduziu a capacidade dos salões a cerca de 50% da anterior. No novo modelo de operação, os clientes poderão utilizar os próprios celulares para acessar o cardápio e fazer os pedidos, tendo alguma proximidade com o garçom apenas para recebê-los. Além disso, talheres, pratos e taças não serão mais deixados sobre a mesa, mas trazidos na hora do serviço, o que é uma regra geral para o setor, segundo a Abrasel-BA.

O empresário optou pela suspensão de contrato de parte dos funcionários e lançou mão de empréstimos facilitados para o pagamento da equipe e o do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Marcelo afirma que sem o empréstimo do Pronampe, ele não teria recursos para as adaptações necessárias para a reabertura. A falta de condições para esse investimento é apontado pela Abrasel como fator retardante do retorno de parte dos estabelecimentos de Salvador. Estima-se que um terço não reabrirá quando a segunda fase for iniciada, seja porque precisam de mais tempo ou porque fecharão as portas em definitivo.( A Tarde/TB)

Foto: divulgação

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