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PESQUISA MOSTRA MANUTENÇÃO NA INTENÇÃO DE COMPRA

Redação - 01/07/2020 13:45 - Atualizado 01/07/2020

Nos últimos quatro anos, as vendas de autoveículos (automóveis de passeio e comerciais leves) vieram em curva ascendente na Bahia. Em todo o ano de 2016, foram 83.580 unidades emplacadas no estado. No ano seguinte, houve um leve avanço de 1,2% e as vendas chegaram a 84.609 autoveículos. Em 2018, o mercado tomou mais fôlego e encerrou com alta de 14,3%, atingindo 96.740 modelos. A curva ascendente continuou em 2019, quando as vendas na Bahia totalizaram 101.280 unidades, um crescimento de 4,7%.

Diante desse cenário e com perspectivas mais otimistas dos índices econômicos, a associação que representa a indústria automotiva nacional, a Anfavea, tinha expectativa de que em 2020 as vendas cresceriam na ordem de 9,4%. Com a pandemia, a partir de março, toda a conjuntura foi modificada e agora a indústria ainda estuda os próximos passos. Até 23 de junho, a Bahia emplacou 28.591 autoveículos, índice de -37,6% em relação ao mesmo período de 2019, dentro da estimativa de -40% esperada pela média nacional.

Os números de junho, que serão divulgados na primeira semana de julho, podem soar como alívio. Isso porque as vendas podem crescer muito, em função da reabertura dos Detrans, onde cidades represavam seus dados de vendas. Ainda assim, o semestre certamente estará aquém do que era esperado. Em um encontro para discutir o comportamento do consumidor pós-pandemia, promovido pela Anfavea junto com Webmotors, Google e KPMG, o CEO do portal automotivo, Eduardo Jurcevic, disse que em abril houve queda de 20% nos acessos e de 40% nas propostas. Em junho, contudo, as visitas ao site foram normalizadas, mas não na mesma proporção que as propostas recebidas por lojistas e concessionárias. “E continuam baixas as propostas entre pessoas físicas por causa do receio de contágio”, conta Jurcevic.

Foto: divulgação

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