Membros do Congresso avaliam que a nova medida provisória editada pelo governo para destravar as concessões de crédito a empresas corrige erros identificados em textos anteriores, mas ainda pressionam para que a União assuma 100% do risco de empréstimos.
A falta de aval da União é um dos erros apontados por congressistas na redação da MP 975, editada pelo governo no último dia 2. O texto institui o Programa Emergencial de Acesso a Crédito. A medida é voltada a empresas que registraram receita bruta entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões no ano passado.
Pelo texto, o governo poderá destinar R$ 20 bilhões ao FGI (Fundo Garantidor para Investimentos). O dinheiro servirá para cobrir empréstimos contratados no âmbito do programa. A MP deixa claro que o FGI não terá qualquer tipo de garantia da União.
No Congresso, no entanto, há quem defenda que a União assuma integralmente o risco de calote. Técnicos do Ministério da Economia demonstram preocupação com uma possível explosão de risco dessas operações caso o governo cubra 100% dos empréstimos. (Folha)
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