O prefeito de Salvador, ACM Neto, disse nesta quarta-feira (10) que não existe perspectiva de reabertura das atividades econômicas em Salvador para a próxima terça-feira (16).
“Não quero que aconteça em Salvador o que aconteceu e está acontecendo em outras capitais. Temos várias cidades que anunciaram a retomada das atividades econômicas, reabertura do comércio e depois suspenderam. Outras que abriram e tiveram que fechar em função da abertura não ter sido com a segurança que precisa ser. Para mim, o mais importante é que quando a gente comece a abrir, a gente faça isso num ambiente de muita segurança, que seja um processo gradual, irreversível. Que a gente abra e não precise fechar depois”, diz.
Segundo Neto, se já fosse seguro reabrir a prefeitura teria autorizado. “Ninguém mais do que eu deseja ser o porta voz dessa notícia”, disse, afirmando que tem mantido estreito contato com os setores atingidos, especialmente do comércio.
“Havia uma demanda do comércio para o Dia das Mães, veja se eu tivesse aberto… Havia demanda para abertura antes do dia 12, que é o Dia dos Namorados (…) Mas não é por culpa nossa que o coronavírus tá aqui nesse período. Não desconsidero efeito econômico da crise, me preocupo muito com ele”, afirmou, dizendo que a prefeitura também sofre economicamente com esse momento. “Não há segurança. Nesse momento não é possível anunciar retomada dos shoppings, dos bares e restaurantes. Quando não for possível, não vamos flexibilizar”, avaliou.
Conforme informações do Correio, os decretos sobre comércio vencem na segunda (15) e a equipe vai analisar no final de semana o que fazer. Segundo ele, mudanças permitindo retorno de atividades só serão tomadas mantendo “elevadíssimo padrões de segurança”. Ele citou atividades que já foram liberadas, como clínicas odontológicas, lavanderias e concessionárias, afirmando que novos setores podem ser incluídos na liberação. “O que espero é que qualquer medida que a gente anuncie com caráter de flexibilização siga a mesma lógica do pressuposto de segurança”, afirma. “Na hora certa isso vai acontecer”.
Foto: Valter Pontes/Secom