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ACM NETO DIZ QUE SÓ PAGOU POR RESPIRADORES APÓS RECEBÊ-LOS

Redação - 10/06/2020 10:12

O prefeito de Salvador, ACM Neto, comentou hoje (10) sobre as operações da Polícia Federal contra governadores, relacionadas às compras de respiradores com suspeitas de irregularidades. Na Bahia, a Operação Ragnarok investiga uma aquisição que foi capitaneada por Rui Costa, presidente do Consórcio do Nordeste, que gerou um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres do estado ao pagar antecipadamente o valor à empresa fornecedora.

Em entrevista ao GloboNews, Neto diz ser a favor de qualquer investigação que tenha como objetivo dar “transparência” ao uso do dinheiro público, principalmente em tempos de pandemia. Para ele, nenhum “governante deveria evitar esse tipo de apuração”, que chegou não só na Bahia, mas Rio de Janeiro, Pará, São Paulo e outros estados do Brasil.

Em Salvador, segundo o prefeito, as precauções foram tomadas no momento de negociar a compra de respiradores. “Tive a preocupação de não pagar antecipadamente nem um centavo sem que os respiradores estivessem na cidade. Só quando recebemos, atestamos a qualidade do equipamento, é que o pagamento foi feito”, explicou.

O prefeito ainda avalia que as possíveis irregularidades podem ter sido cometidas não com o intuito de desviar recurso público, mas eventualmente pelo “desespero” em tentar comprar os equipamentos “de qualquer jeito”. Por fim, assegurou que não crê em uso político da Polícia Federal, em uma perseguição do governo Bolsonaro a governadores e municípios, e que caso fosse verdade, seria algo “lamentável”.

“Eu prefiro crer que não, seria algo lamentável, que o Governo Federal colocasse a PF contra governadores. Se houver alguma evidência de envolvimento da PF, tem q ser denunciada. Agora, não tem nenhum elemento para acusar o governo disso e prefiro ter cautela”, afirmou.

 

Foto: Valter Pontes/Secom

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