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ALIADOS DEFENDEM DEMISSÃO DE WEINTRAUB

Redação - 27/05/2020 07:45 - Atualizado 27/05/2020

Assessores diretos do presidente Jair Bolsonaro defendem que o chefe demita o ministro da Educação, Abraham Weintraub, antes de ele comparecer ao Senado. Weintraub foi convocado para esclarecer as declarações durante a reunião ministerial do dia 22 de abril. No vídeo, divulgado na última sexta (22), Weintraub chama os ministros do Supremo Tribunal Federal de “vagabundos” e defende a prisão deles.

O ministro também diz que odeia os termos “povos indígenas” e “povo cigano”. Na avaliação de assessores presidenciais, a demissão de Weintraub ajudaria a distensionar o ambiente politico, principalmente com o Judiciário – alvo direto da fala do ministro da Educação no encontro ministerial que antecedeu a saída de Sergio Moro do governo.

Na reunião do dia 22 de abril, o ministro da Educação disse que Brasília é tomada pela corrupção e que as pessoas pensam mais nelas do que no país. Em seguida, fez críticas a atos de outros Poderes contra as decisões do presidente da República, afirmando logo depois: “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”.

A data da audiência de Weintraub terá de ser marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o que deve ser feito ainda nesta semana. O comparecimento, no entanto, só deve ocorrer em junho. Segundo interlocutores de Alcolumbre, ele também avalia que o melhor caminho poderia ser a saída do ministro da Educação do governo antes de sua ida ao Senado.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), também defendeu a demissão do ministro da Educação por considerar graves os seus comentários na reunião ministerial, contribuindo para um clima de tensão entre Palácio do Planalto e STF. Por representar a ala ideológica do governo, o presidente Bolsonaro tem resistido às pressões pela demissão de Weintraub. Assessores e aliados de Bolsonaro avaliam, porem, que o momento é outro e que a saída do ministro ajudaria o governo na construção de uma base mínima no Congresso. Além disso, ajudaria a melhorar o relacionamento do governo com o Judiciário.

Foto: divulgação

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