PRESIDENTE DA FIEB, RICARDO ALBAN DESTACA CUSTO BRASIL DE R$ 1,5 TRILHÃO

PRESIDENTE DA FIEB, RICARDO ALBAN DESTACA CUSTO BRASIL DE R$ 1,5 TRILHÃO

O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) Ricardo Alban disse, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (7), que teve acesso a um estudo feito por uma consultoria que aponta o chamado “Custo Brasil” em um valor estimado de R$ 1,5 trilhão por ano. Segundo Alban, o resultado foi encontrado por meio da consultoria Boston, contratada pelo Movimento Brasil Competitivo. Foram considerados 12 elementos.

“Financiar um negócio, em torno de 200 bilhões. Honrar tributos: em torno de R$ 260 bilhões. Atuar em ambiente jurídico regulatório eficaz: R$ 180 bilhões. Dispor de infraestrutura: R$ 200 bilhões. Tem mais: acessar serviços públicos, integrar cadeias produtivas, acessar insumos básicos. O custo indireto do capital humano é de R$ 290 bilhões ”, afirma. “E não posso ratificar que esse número é verdadeiro, mas dei números de uma consultora”, completa.

O mesmo valor já havia sido estimado em outro estudo, divulgado em novembro do ano passado, pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia. Ricardo Alban citou o “Custo Brasil” como um dos fatores que afetam a produção industrial, em conjunto com a carga tributária e a falta de uma política industrial. “Precisamos ter um estado do tamanho que a economia comporta. O grande problema da reforma tributária é que temos hoje o setor industrial. E porque a indústria sofre tanto, independentemente de qualquer variável que tenha? Podemos falar do custo Brasil, que também atingiria o setor agropecuário, e podemos falar talvez da falta de uma política industrial. Mas certamente a carga tributária que incide sobre a indústria hoje é um grande inibidor”, alerta.

Ele reclama que as cargas tributárias, além das previdenciárias, seriam maiores para a indústria do que para a agropecuária, por exemplo, e cobra o estímulo à atividade industrial. “O crescimento econômico passa hoje em dia, e pela vulnerabilidade do que são as commodities, pelo desenvolvimento industrial. Precisamos voltar a industrializar o Brasil. (…) Precisamos encontrar caminho mais rápido para dar esse ‘start’ na indústria”, afirma.

Foto: divulgação