Apesar de, no panorama nacional, a Bahia ter volumes significativos de gastos públicos com cultura, tanto em nível estadual quanto municipal, o estado não fica tão bem colocado quando se trata de acesso potencial a equipamentos culturais. Em 2018, segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), do IBGE, cerca de 4 em cada 10 baianos moravam em cidades onde não havia nenhum museu (44,0%), quase a mesma proporção dos que viviam em cidades onde não havia nenhum teatro nem casa de espetáculo (43,0%).
O cinema era o equipamento menos presente nos municípios do estado, e quase 6 em cada 10 pessoas moravam em locais onde não havia uma sala de projeção sequer (57,0%). Por outro lado, as rádios locais AM ou FM e os provedores de Internet eram os equipamentos mais presentes nas cidades do estado, atendendo, respectivamente, quase 8 em cada 10 pessoas (77,1%) e quase 9 em cada 10 baianos (88,4%) – única proporção em que o estado ficava acima da média nacional.
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