O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central anunciou que existe um limite para a queda da taxa Selic para menos de 5%, mas o comunicado divulgado logo após o encontro do comitê indica que a taxa básica de juros tem espaço para recuar um pouco mais nos próximos meses deste ano, não passando dos 4%. Por ora, Bradesco e Credit Suisse continuam a projetar que a taxa básica cairá para 4,50% no fim deste ano e se manterá nesse nível pelo menos até o fim de 2020.
Essa queda traz uma série de consequências, entre elas, a redução da taxa de juros para empresas tomadoras de crédito. A taxa Selic é usada como base para as instituições financeiras fixarem as taxas de juros de acordo com o percentual ao ano da Selic. Com isso, quanto menor for, melhor será para as empresas, que terão opções de linhas de crédito com taxas menores.
“Com a redução acumulada da Selic, as empresas, sobretudo as pequenas e médias, encontram um ótimo cenário, porque conseguirão obter linhas de crédito com taxas mais justas, e poderão utilizar esses recursos para investimentos em infraestrutura, processos de otimizações operacionais ou mesmo para ajustar o fluxo de caixa”, explica em nota enviada ao Bahia Econômica, Marcio Berger, CEO e cofundador da Peak Invest, fintech de crédito que atua na modalidade P2P lending.
Essa última redução anunciada pelo Copom mostra que o ciclo de cortes ainda não chegou ao fim, mas estão se estabilizando novamente, até o final do ano, podem ser anunciadas novas reduções, o que representa uma boa oportunidade para pequenas e médias empresas aproveitarem essa onde de taxas menores para desenvolver seus negócios.
FOTO: RAPHAEL RIBEIRO/BCB