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PREFEITURA DE FEIRA NÃO COMPROVA GASTO COM COOPERATIVA DENUNCIADA

Redação - 01/11/2019 17:02 - Atualizado 01/11/2019

A Coofsaúde, denunciada no começo deste ano pelo Ministério Público da Bahia, recebeu mais de R$ 285,6 milhões da prefeitura de Feira de Santana em apenas um ano. De acordo com a Corte de Contas do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a gestão do prefeito Colbert Martins não conseguiu comprovar a realização de serviços que montam o valor de R$ 14 milhões. Segundo o MP, a Coofsaúde era uma empresa travestida de cooperativa que “inflava artificialmente, sob rubricas diversas, os seus custos operacionais diretos e indiretos para maquiar os seus lucros e justificar o arbitramento de valores superestimados para os seus contratos”.

Baseada em relatórios técnicos da regional Controladoria Geral da União (CGU), denúncia  mostra que a cooperativa recebeu entre 2009 e 2018 um total aproximado de R$ 285,6 milhões do Fundo Municipal de Saúde e da Fundação Hospitalar de Feira de Santana. Desse total, estima-se que tenham sido superfaturados R$ 71,6 milhões.

O MP também havia ressaltado que as irregularidades analisadas na operação envolviam somente o município de Feira de Santana, mas há suspeitas de desvios em vários municípios. A cooperativa  tem contratos com mais de 30 cidades. De acordo com os promotores de Justiça responsáveis pela investigação, foi constatado que a Coofsaúde recebeu, entre 2007 e 2018, quase um R$ 1 bilhão proveniente de contratos celebrados com diversos municípios baianos e com o Governo do Estado. Entre os denunciados, estão o fundador da Coofsaude, Haroldo Mardem Dourado Casaes, considerado o mentor do esquema; e o empresário Salomão Abud do Valle, que teria criado empresas de fachada utilizadas para realizar a lavagem de dinheiro. Eles são apontados como os principais beneficiários do esquema criminoso.

 

Foto : Ascom / MP

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