Segundo informações publicadas no blog de Andréa Sadi, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que vai pedir investigação do caso revelado pelo Jornal Nacional para o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e para a Polícia Federal (PF). Aras disse, ainda, que o presidente Jair Bolsonaro é “vítima” no caso. “Não havendo indícios da participação de autoridades de foro – pois o presidente é vítima, não é investigado, não é réu, nem nada – quem tem prerrogativa de investigar é a Polícia Federal e o MPF do Rio. Recebi hoje e vou enviar para o MP Federal do Rio”, disse o procurador-geral da República ao blog.
Nesta quarta, o ministro da Justiça, Sergio Moro, enviou a Aras um pedido de instauração de inquérito para investigar o depoimento do porteiro do condomínio de Bolsonaro, na Barra da Tijuca. O Jornal Nacional teve acesso, com exclusividade, a registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora o principal suspeito de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, Ronnie Lessa – é o mesmo condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa.
O porteiro do condomínio contou à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Mas os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia.
Após a aprovação da Reforma da Previdência, o governo do presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica estão planejando novas medidas com intuito de alavancar a economia do Brasil. Uma das propostas que está em discussão é a reforma administrativa que vai atualizar o regime do servidor publico. A proposta pretende alterar pontos como o regime jurídico para novas contratações de servidores, salários, progressão de carreira e avaliação.
Rui Oliveira, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), criticou a proposta do governo federal afirmando que o sistema utilizado pelo governo ataca diretos garantidos por lei dos servidores além de prejudicar todo o sistema administrativo do serviço publico, barateando a mão de obra e não prezando pela qualidade do serviço oferecido a população.
“Com a chegada da ultradireita ao poder, representada pelo presidente Jair Bolsonaro, o servidor público passou a sofrer com constantes ataques. Eles querem acabar com o concurso publico para as contratações serem feitas em regime temporário, como prevê a lei da terceirização. Isso desqualifica vários setores da administração como saúde, educação. Além disso, eles querem entregar todo bem público à iniciativa privada”, explicou.
Na reforma administrativa o governo De acordo com as projeções contidas na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, os gastos com servidores públicos – a segunda maior despesa primária do orçamento (perdendo apenas para a previdência social) – avançariam de R$ 326 bilhões, em 2019 (4,46% do Produto Interno Bruto – PIB), para R$ 338,1 bilhões em 2020 (4,29% do PIB); para R$ 350 bilhões em 2021 (4,14% do PIB); e para R$ 363,3 bilhões (4% do PIB) em 2022.
Foto: Adriano Machado/Reuters