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MORALES ENFRENTARÁ SEGUNDO TURNO PELA PRIMEIRA VEZ NA BOLÍVIA

Redação - 21/10/2019 07:00

Pela primeira vez desde que chegou ao poder em 2005, Evo Morales deverá enfrentar um segundo turno nas eleições presidenciais bolivianas. Com 83,76% das urnas apuradas, Morales tem 45,28% dos votos, contra 38,16% do ex-presidente Carlos Mesa , da aliança de centro Comunidade Cidadã .

Em terceiro lugar, em resultado surpreendente, aparece o pastor evangélico de extrema direita nascido na Coreia do Sul, Chi Hyun Chung, com 8,77% dos votos — candidato que fez elogios ao presidente Jair Bolsonaro durante sua campanha. A quarta posição ficou com o senador da oposição Óscar Ortiz, com 4,41%, que aparecia a frente de Chi nas pesquisas. Votos brancos são 1,40% e nulos, 3,48%.

Para se eleger no primeiro turno,  o Movimento ao Socialismo de Morales precisaria ter 50% mais um dos votos ou 40% e 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. Confirmando-se o resultado, a segunda rodada de votações deverá ocorrer no dia 15 de dezembro. Logo após a divulgação dos resultados preliminares, Morales disse ter confiança de que os votos das zonas rurais garantirão sua vitória ainda no primeiro turno:

“Ganhamos mais uma vez quatro eleições consecutivas na Bolívia. O esforço e o compromisso com a Bolívia não foram em vão”, disse à imprensa e a apoiadores.  “O povo boliviano decidiu continuar com o processo de mudança.  Nós teremos maioria absoluta na Câmara dos Deputados e no Senado e esta é a consciência do povo”.

Mesa, por sua vez, celebrou o provável segundo turno: “Realizamos um triunfo inquestionável que nos permite dizer com absoluta certeza e segurança, tanto pelas informações da mídia como por nosso cálculo interno: estamos no segundo turno!”. Durante o final da noite, a Organização dos Estados Americanos (OEA), que fiscaliza as eleições na Bolívia, pediu para que o TSE do país explique o motivo da interrupção na transmissão dos resultados preliminares:

“A missão de observação eleitoral da OEA segue acompanhando com rigor o processo eleitoral na Bolívia. É fundamental que o TSE explique porque interrompeu a transmissão dos resultados preliminares e que o processo de publicação da computação dos dados ocorra de maneira fluida.”

O Itamaraty também demostrou preocupação com a “interrupção imprevista da apuração e a falta de resposta das autoridades eleitorais bolivianas aos pedidos de esclarecimento da OEA”, segundo publicação na conta oficial do Ministério das Relações Exteriores no Twitter. Em outro tuíte, o Itamaraty afirma que o “Brasil espera que o processo de apuração tenha continuidade dentro das regras estabelecidas, com transparência e lisura”.

Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS

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