Os senadores rejeitaram nesta quarta-feira (02) as sugestões de alterações ao texto-base aprovado ontem da reforma da Previdência, os chamados destaques.
Havia seis no início da sessão: três foram retirados e três foram derrotados em plenário. O governo precisava de apoio de 49 dos 81 senadores em cada.
A economia aos cofres públicos esperada com o texto é de R$ 800,3 bilhões. As propostas de alterações poderiam ter reduzido esse número em até R$ 283 bilhões, segundo cálculos do governo obtidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Foi aceito um destaque excluindo da reforma as mudanças no abono salarial e reduzindo a economia prevista em R$ 76 bilhões em 10 anos.
Com isso, está concluída na Casa a votação em 1º turno da reforma, que ainda precisa ser aprovada novamente em 2º turno pela mesma maioria após um intervalo de cinco sessões.
A previsão era de que esse passo final fosse dado em 10 de outubro, mas o cronograma se tornou incerto devido à pressão dos senadores pela divisão dos recursos do megaleilão de petróleo do pré-sal.
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado