A lei 13.709/2018, conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), começa a valer em agosto do próximo ano, mas muitas empresas ainda não começaram a se adequar para atender aos requisitos da nova legislação. Segundo o sócio do escritório da KPMG em Salvador, Hildebrando Abreu Filho, um dos segmentos que mais preocupa é o das empresas familiares. A LGPD cria uma regulamentação com o uso, coleta, proteção e transferência de dados pessoais no Brasil, tanto no âmbito privado como público.
“As empresas de menor porte, como as familiares formadas por pequenos e médios empreendimentos e que são a maioria no estado da Bahia, são as que estão menos preparadas para atender às exigências da lei. Um dos motivos é a falta de estrutura para implantação de tecnologia e de controle de dados dos clientes de forma efetiva. Mesmo que o prazo esteja longe, ainda há muito o que se fazer para atender aos requerimentos da lei”, explica o sócio.
Uma das questões principais da LGPD no Brasil diz respeito ao vazamento de dados. “É preciso capacitar as pessoas dentro das empresas para proteger os dados dos clientes, e também dos colaboradores, sejam eles digitais ou físicos como papéis e documentos pessoais, que também não devem ser utilizados indevidamente. Um dos setores que mais preocupa é o de saúde já que os hospitais tratam, em larga escala, de dados sensíveis”, complementa.