PREVIDÊNCIA: COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DO SENADO COMEÇA HOJE A DISCUTIR REFORMA

PREVIDÊNCIA: COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DO SENADO COMEÇA HOJE A DISCUTIR REFORMA

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se reúne  nesta quarta-feira para começar a discutir a reforma da Previdência. Será uma sessão para definição do plano de trabalho, com a aprovação de requerimentos sobre o número de audiências a serem realizadas. Um deles prevê a participação do secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Segundo a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS), a próxima semana será toda dedicada à realização das audiências para debater o assunto. O parecer do relator da proposta no colegiado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), deverá ser apresentado no dia 28 de agosto e votado no dia 04 de setembro, devendo ir ao plenário da Casa no dia 19 de setembro em primeiro turno e no dia 10 de outubro, em segundo.

O líder do governo no Senado, Fernando Coelho Bezerra (MDB-PE), explicou que a CCJ deverá aprovar uma única proposta e que o desmembramento dela, que vai resultar em uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) paralela –  para inclusão de estados e municípios da reforma, além de eventuais modificações – deverá ocorrer durante a votação no plenário. Em 2018, o rombo da Previdência (INSS) foi de R$ 194 bilhões. O país está envelhecendo rapidamente e é um dos poucos do mundo a não exigir idade mínima. Conheça as mudanças previstas na reforma da Previdência do presidente Bolsonaro e mantidas pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP). Calcule aqui quanto tempo falta para se aposentar pela proposta.

O texto prevê idade mínima para se aposentar, de 65 anos para homens e 62 para mulheres. As regras valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou no setor público terá regras de transição. Haverá mudanças também para professores e outras categorias especiais. Depende da votação no Congresso. O texto-base do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) já foi aprovado no plenário da Câmara. Como é uma mudança na Constituição, o projeto precisará ser aprovado em dois turnos na Câmara por pelo menos 308 votos (3/5 da Casa). Depois vai ao Senado, também precisando de votação em dois turnos.

Será de 65 (homens) e 62 (mulheres). Poderá se aposentar quem contribuir por 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) para a Previdência. Na transição, para quem já trabalha, a idade mínima subirá aos poucos. Começa em 61 (homens) e 56 (mulheres) e terá acréscimo de 6 meses por ano. Em 2021, por exemplo, será de 62 (homens) e 57 (mulheres). Quem já contribui para a Previdência terá regras de transição. No INSS, haverá até 5 opções. De maneira geral, são 3 regras: por sistema de pontos; por tempo de contribuição (respeitando idade mínima); e pelo pedágio de 100%. Além disso, quem está perto de se aposentar, poderá ainda pagar um pedágio de 50%. E a aposentadoria por idade existente hoje também terá critérios de transição.

Similar ao atual sistema 86/96. O trabalhador tem de somar idade e tempo de contribuição e precisa ter contribuído por 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens). Em 2019, poderá se aposentar aos 86 pontos (mulheres) 96 pontos (homens). A tabela sobe um ponto a cada ano, até chegar aos 100 para mulheres e 105 para homens. É preciso ter contribuído por 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens) e cumprir uma idade mínima que vai subindo aos poucos, até chegar aos 62 anos (para mulheres) e 65 anos (para homens). A idade mínima começa aos 56 anos (mulheres) e 61 anos (homens) em 2019. E sobe seis meses por ano.

Esta regra só vale para quem está a até dois anos de se aposentar por tempo de contribuição pelas regras atuais. Funciona assim: se faltar um ano pelas regras atuais, a pessoa terá de trabalhar por um ano e meio (1 ano + 50%). Se faltarem dois anos, terá de ficar no mercado por 3 anos. O pedágio de 100% valerá no INSS e no setor público. Se faltar 4 anos para se aposentar pelas regras atuais, será preciso trabalhar por mais 4 anos (4 anos+100%) para se aposentar, desde que cumprida a idade mínima (57 para mulheres e 60 para homens)