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INVESTIMENTOS DOS BRASILEIROS CHEGAM A R$ 3 TRILHÕES

Redação - 08/08/2019 17:30

Os investimentos dos brasileiros bateram a marca de R$ 3 trilhões no primeiro semestre de 2019. O volume representa avanço de 5% em relação a dezembro e de 11,2% na comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com as estatísticas da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o total corresponde ao saldo das 73,8 milhões de contas de clientes atendidos pelas áreas de varejo e de private banking das instituições.

“Tivemos uma surpresa no semestre com a marca de R$ 3 trilhões em investimentos, com concentração de cerca de 61% no varejo. A facilidade de acesso, a disseminação de informações e os modelos de negócios dos agentes de mercado contribuem para que o brasileiro invista mais”, afirma José Ramos Rocha Neto, presidente do Fórum de Distribuição da ANBIMA. A maior parte dos recursos está alocada nas 73,7 milhões de contas do varejo, que acumulam R$ 1,9 trilhão (alta de 2,7% sobre dezembro e de 8,1% sobre junho do ano passado). O varejo alta renda se destaca, com avanço de 11% em relação ao fim de 2018, para R$ 968,7 bilhões. Já o varejo tradicional registrou queda de 4,8% na mesma base de comparação, para R$ 912,7 bilhões. O enquadramento dos clientes entre varejo tradicional e alta renda fica a critério de cada instituição.

Entre os produtos escolhidos pelos investidores do varejo, os fundos de investimento tiveram a maior alta do período, de 5,1% sobre dezembro de 2018, acumulando R$ 626 bilhões. Os títulos e valores mobiliários avançaram 4,2%, para R$ 525,6 bilhões. “A queda na taxa básica de juros levou o investidor a tomar mais risco”, disse Rocha. A caderneta de poupança, no entanto, continua liderando a preferência do investidor brasileiro, com R$ 729,8 bilhões, mas os aportes caíram 0,1% em relação ao encerramento do ano passado.

No private banking (que engloba os investidores com, no mínimo, R$ 3 milhões aplicados em ativos financeiros) foram contabilizadas 117,6 mil contas ativas, totalizando R$ 1,2 trilhão. Os dados mostram avanço de 8,8% sobre dezembro e de 16,4% sobre junho do ano passado. Os ativos de renda variável foram os que mais cresceram no primeiro semestre, de 17,4%, atingindo R$ 172,7 bilhões sob gestão. Os fundos de investimento cresceram 9,1%, para R$ 590 bilhões. Completam as carteiras do private banking os ativos de renda fixa, com R$ 278 bilhões; em previdência aberta, com R$ 125,9 bilhões; e em outros produtos diversos (incluindo a poupança), com R$ 9,7 bilhões.

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