

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, quatro tiveram deflação em julho, na Região Metropolitana de Salvador. Com as maiores quedas, Transportes (-1,64%) e Vestuário (-1,14%) foram também os que mais puxaram o índice para baixo. Os transportes tiveram sua primeira deflação desde fevereiro, influenciados, sobretudo, pela queda média nos preços dos combustíveis (-6,92%). A gasolina (-6,89%) foi o item que, individualmente, mais contribuiu para deflação de julho, na RMS. Mas os preços do etanol (-10,23%, segunda principal influência para baixo) e do óleo diesel (-1,48%) também mostraram recuos importantes.
Já o grupo vestuário teve a segunda deflação consecutiva, o que refletiu em grande parte as liquidações e promoções de julho, com influência das roupas (-0,93%), sobretudo as femininas (-1,81%). O recuo nos preços das despesas com saúde e cuidados pessoais (-0,56%) também teve contribuição importante na deflação de julho, na RMS. Pesou nesse resultado a retração de itens relacionados a cuidados pessoais (-2,63%), como perfume (-2,66%) e artigos de maquiagem (-13,27%). O IPCA de julho não foi menor porque os gastos com habitação (1,08%) e alimentação e bebidas (0,22%) puxaram o índice para cima.
Dentre as despesas com moradia, as altas na energia elétrica (5,45%) e na taxa de água e esgoto (1,95%) tiveram o maior peso. Os aumentos refletiram, por um lado, a entrada em vigor da bandeira tarifária amarela para as contas de luz e, por outro, o reajuste na taxa de água e esgoto em Salvador. Entre os alimentos, as maiores altas vieram daqueles consumidos no próprio domicílio (0,50%), como a cebola (47,17%), que teve o maior aumento dentre todos os itens considerados pelo IPCA, o pão francês (1,73%) e a batata-inglesa (6,4%). A alimentação fora de casa teve deflação em julho, na RMS (-0,37%).