Em um momento pessoal de sua sabatina de quase cinco horas no Senado, nesta terça-feira, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, falou sobre como se deu sua escolha para o cargo e comparou-se positivamente a seus 15 antecessores. Weintraub respondia a uma pergunta de Confúcio Moura (MDB-RO), que questionou se ele estava preparado para fazer a mudança na educação brasileira. Segundo o senador, “o presidente Bolsonaro tinha dois Weintraub à disposição dele, o Abraham e o Arthur”. O ministro, então, afirmou:
— O meu irmão é uma das pessoas mais qualificadas do ponto de vista acadêmico. Graduação, mestrado e doutorado na USP, tem pós-doutorado, é pesquisador em Harvard. Mamãe teria muito orgulho dele. Nunca houve alguém com o mesmo grau de qualificação acadêmica no MEC. Por que o presidente Jair Bolsonaro me colocou lá? Primeiro, porque meu irmão é uma pessoa muito boa, e o MEC está muito cascudo. A guerra que tinha há poucos meses, acabou. Então, você tinha que colocar a bola no chão.
Weintraub lembrou da declaração de apoio de seu irmão à Marina Silva na campanha de 2010, pelo qual afirmou ter sido “massacrado” na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde ambos dão aula. Descreveu-se como “tímido no contato mais próximo”, mas, em seguida, teceu autoelogios: — A minha formação acadêmica é robusta. Estão tentando me desconstruir, coisas até feias estão fazendo a meu respeito, mas ela é robusta. Eu estou bem acima da média dos últimos 15 ministros que passaram por lá. Mas bem acima. Em termos de qualificação e em termos de nomes de universidades das quais eu vim.