O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) cedeu e entrou em acordo para desmembrar um ministério em outras duas pastas com indicações políticas, na tentativa de aprovar a medida provisória da reforma administrativa no Congresso Nacional. De acordo com reportagem da Folha, ainda assim, o governo enfrenta resistência de partidos do chamado Centrão, que arriscam os planos do presidente para a estrutura do governo.
Um dos principais pontos de polêmica da MP é a manutenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) na pasta da Justiça, o que atende a desejo do ministro Sergio Moro. Parte do Centrão não quer a atender ao pleito de Moro para que o Coaf continue no ministério. Um dos entraves é a interpretação, por alguns parlamentares, de que manter o conselho financeiro sob o comando de Moro poderia provocar uma “superconcentração” de poderes com o ex-juiz.
A medida provisória deve ser aprovada até o dia 3 de junho. Se a matéria caducar, a estrutura do governo implantada desde janeiro deve ser desfeita. A sessão na comissão que analisa a MP foi suspensa ontem (7) e deve ser retomada hoje (8).