GOVERNOS DA BAHIA E NEBRASKA AMPLIAM DEBATE SOBRE GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

GOVERNOS DA BAHIA E NEBRASKA AMPLIAM DEBATE SOBRE GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

Termina nesta sexta-feira (03) a agenda do secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, em Lincoln – Nebraska, EUA. Ao lado dos secretários de Agricultura, Lucas Costa, e de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Leonardo Góes, o secretário João Carlos realizou hoje (02) uma visita técnica às instalações da fazenda experimental e centro de extensão da Universidade do Nebraska. A comitiva baiana conheceu o histórico da fazenda experimental e as ações de pesquisa e transferência de tecnologia. Na área de recursos hídricos foi implementada no Nebraska uma ampla rede de assistência técnica com unidades de demonstração em propriedades rurais espalhadas por todo o estado.

O intuito da viagem, iniciada no último dia 29 de abril, foi conhecer o sistema de monitoramento e gestão dos recursos hídricos do estado que é referência nessa área no mundo. O Nebraska é o estado com a maior área irrigada nos EUA. Cerca de 85% dos 3,5 milhões de ha irrigados são abastecidos por águas subterrâneas bombeados do aquífero Ogallala, em mais de 100 mil poços. A gestão das águas subterrâneas é realizada por 23 Distritos de Recursos Naturais (NRDs) formados por representantes da comunidade.

Durante essa semana, também foi realizado o Water For Food Global Conference 2019, com a participação de pesquisadores e entidades de referências no mundo em estudos de recursos hídricos. Durante o evento, foi apresentado o Estudo do Potencial Hídrico da Região Oeste da Bahia: quantificação e monitoramento da disponibilidade dos recursos do Aquífero Urucuia e superficiais nas bacias dos rios Corrente e Grande.

O trabalho na Bahia é formado por um conjunto de projetos colaborativos desenvolvidos por pesquisadores e técnicos das Universidades Federais de Viçosa e do Rio de Janeiro, com apoio da Universidade Federal do Oeste da Bahia, Universidade Federal de Goiás e da Universidade Estadual da Bahia, e foi financiado pela Aiba, contam com recursos do Prodeagro e do CNPq, em acordo de cooperação técnica com secretarias e órgãos do Governo do Estado da Bahia (Seagri, Sema, Inema, SIHS).