

A nova “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério da Economia na quarta-feira (3), traz 48 novos integrantes. A grife de roupas de luxo Animale, que subcontratou costureiros imigrantes bolivianos com jornadas de mais de doze horas por dia, passa a fazer parte da relação. Em dezembro de 2017, dez trabalhadores foram resgatados de oficinas da Animale, depois de dormirem nos locais de trabalho e dividirem espaço com baratas e instalações elétricas com risco de incêndio. A relação divulgada ontem é a primeira “lista suja” do trabalho escravo divulgada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Com as novas inclusões, são 187 empresas flagradas com a exploração de mão de obra análoga à escravidão – doze delas na Bahia. Veja aqui a lista completa.