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APÓS TRAGÉDIA, EMPRESAS SE RECUSAM A AUDITAR BARRAGENS DA VALE

Redação - 03/04/2019 13:35

Pelo menos seis empresas recusaram convites da Vale para auditar as oito barragens em estado de alerta em Minas. Segundo o jornal Estadão, a situação revela a dificuldade da empresa para encaminhar à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à Secretaria de Meio Ambiente do Estado os projetos de descaracterização dessas estruturas. Esses planos detalhariam como ocorrerá o processamento dos rejeitos e a destinação para outros fins das áreas que ocupam. O risco mantém fora de casa 943 pessoas em cinco municípios.

Ainda conforme a matéria, a informação consta de documento em que o Ministério Público de Minas (MP-MG) pede à Justiça que determine à mineradora que apresente plano de ação à ANM e à secretaria. A Vale quer mais prazo e isenção das multas. A maior parte das companhias citadas no documento não opera no Brasil. O Estado tentou contato com todas. Nem mesmo a WorleyParsons, única que ainda manteria conversas com a Vale, confirmou a contratação.

Procurada, a mineradora também não confirmou nem a contratação nem a apresentação dos planos. A empresa também não apresentou, até agora, nenhum relatório dos três comitês de assessoramento técnico criados após a tragédia de Brumadinho. Seu custo é estimado no orçamento de 2019 em R$ 15 milhões. A mineradora informou que entregou “pedido de descaracterização” das barragens à ANM e Semad em 22 de março. Mas não esclareceu se apresentou os planos.

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