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ACIDENTE NA ETIÓPIA É O SEGUNDO DO BOEING 737 MAX

Redação - 11/03/2019 07:00

A queda do Boeing 737 MAX da Ethiopian Airlines neste domingo (10) na Etiópia, que causou a morte de seus 157 ocupantes, é o segundo acidente desse modelo após a decolagem desde que ele entrou em operação comercial, no início de 2017. O anterior ocorreu em 29 de outubro de 2018, na Indonésia, e deixou 189 mortos. A aeronave pertencia à companhia Lion Air e tinha três meses de uso – a investigação ainda não chegou a uma conclusão sobre a causa da tragédia .

O voo ET 302 da Ethiopian Airlines também sofreu o acidente minutos após decolar. Ele havia voado pela primeira vez em outubro do ano passado. Bimotor de corredor único, o Boeing 737 MAX é a versão mais recente do avião comercial mais vendido no mundo. Trata-se da quarta geração do 737 – é destinada a voos curtos e de médio alcance. O primeiro voo é de 2016, e a aeronave começou a ser entregue há dois anos. Após o acidente com o 737 MAX 8 na Indonésia, a comunidade aeronáutica passou a questionar a falta de informação das companhias e dos pilotos sobre seu novo sistema de aviso de entrada em perda de sustentação, informa a agência AFP.

Também houve questionamentos com relação a uma possível falha das sondas que captam a velocidade e ao período de formação dos pilotos para se habituar ao novo sistema, considerado curto. O Boeing 737 MAX 8 caiu perto da cidade de Bishoftu, 62 km a sudeste de Adis Abeba, capital da Etiópia. “O piloto mencionou que teve dificuldades e que queria voltar [a Adis Abeba]”, afirmou o presidente da Ethiopian Airlines, Tewolde GebreMariam Medhin, em entrevista coletiva. Os controladores, então, “autorizaram-no” a dar meia-volta e retornar.

“Nós recebemos o avião em 15 de novembro de 2018. Ele voou mais de 1,2 mil horas. Havia voado de Joanesburgo [na África do Sul] mais cedo esta manhã”, afirmou GebreMariam. “Como eu disse, é um avião novo em folha, sem registros de problemas técnicos, comandado por um piloto sênior, e não há nenhuma causa à qual possamos atribuir [o acidente] neste momento.” Não há evidências de que o voo da Ethiopian Airlines teve os mesmos problemas do voo da Lion Air, na Indonésia.

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