Um Projeto de Lei do senador baiano Angelo Coronel (PSD), protocolada na quarta-feira (27) propõe o fim da exigência de 30% de candidaturas femininas nas chapas eleitorais. O texto chocou colegas dentro do cenário político local. Entre eles, a vereadora Marcelle Moraes (sem partido) afirmou que o texto é “machista”, um retrocesso e a luta para que as mulheres conquistem cada vez mais espaço na política ganha mais um obstáculo e pode estar ameaçada.
Ela afirmou ainda, que não aceitará apática qualquer tentativa de diminuir a participação da mulher em instâncias políticas. “Ao contrário dele (do senador Coronel), defendo não somente as cotas para o mínimo de mulheres ocuparem uma chapa, como também proponho que exista uma porcentagem mínima de 30% para que mulheres sejam eleitas”, frisou a vereadora.
Já para o vereador Luiz Carlos Suíca (PT) “a proposta não tem fundamento” e representa um “ataque aos direitos das mulheres”. O petista diz que “não é porque o PSL errou ao criar candidaturas ‘laranjas’ que vai se propor uma lei para acabar com um direito conquistado”.
“Na campanha foi uma coisa e agora coloca as mangas de fora. Defendi no início da campanha de 2018 o nome da senadora Lídice da Mata (PSB), mas sou de grupo e me pediram para ajudar a eleger Coronel. Coisa que me arrependo amargamente. Peço desculpas para minhas filhas, irmãs, para minha esposa e para a alma da minha mãe. Nunca pensei que fosse sentir tamanha vergonha. É cada eloquência que as vezes a gente pensa que é fake news ou apenas uma medida para ‘se aparecer’ já que está longe dos holofotes. Antes era o centro das atenções quando presidente da Assembleia”, critica.