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MILITARES DEFENDEM MAIS MODERAÇÃO NA RETA FINAL DO 2º TURNO

Redação - 25/10/2018 08:34

A cúpula da área de Defesa no país pediu às campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) mais moderação na reta final do segundo turno da disputa. O motivo do pedido é a entrada de elementos militares na discussão. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, do lado do PSL, a maior preocupação foi com o vídeo no qual o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro, filho do capitão reformado, disse que bastaria “um soldado e um cabo” para fechar o Supremo Tribunal Federal caso a vitória de seu pai fosse contestada. A menção ao uso da força militar contra o Judiciário teria deixado oficiais contrariados.

Outro motivo de desconforto foi a fala de Bolsonaro no último domingo (21), quando prometeu “varrer inimigos vermelhos” e prender o adversário. Embora o capitão da reserva tenha tentado voltar atrás, a cúpula da Defesa espera uma declaração firme para acalmar os ânimos. Já do lado petista, o problema foi a acusação feita por Haddad na terça (23), quando disse que o vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), teria sido o torturador do cantor Geraldo Azevedo em 1969. Mourão tinha 16 anos na época e estava no colégio militar.

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