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LULA QUER USAR DINHEIRO BLOQUEADO POR MORO PARA PAGAR DEFESA

Redação - 27/09/2018 07:09 - Atualizado 27/09/2018

Os advogados do ex-Presidente Lula querem que a Justiça Federal do Distrito Federal solicite ao juiz Sergio Moro, que comanda a Lava-Jato em Curitiba, o desbloqueio de bens do petista para que ele consiga pagar pela tradução dos depoimentos de testemunhas estrangeiras que o próprio ex-Presidente arrolou na ação penal em que é acusado de tráfico de influência por supostamente atuar para favorecer a contratação da empresa sueca Saab no projeto FX-2, para a construção de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). Lula e outros réus arrolaram 17 testemunhas no exterior para suas defesas, incluindo os ex-presidentes da França François Hollande e Nicolas Sarkozy, e o ex-primeiro ministro da Suécia Stefan Löfven.

Os pedidos para ouvir as testemunhas no exterior são um dos motivos de atraso na conclusão do processo, que teve sua última audiência de depoimentos presenciais em outubro do ano passado. A próxima etapa da ação seria o interrogatório de todos os réus, o que foi suspenso após vários recursos das defesas ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que determinou que sejam ouvidas todas as testemunhas antes dos interrogatórios. Como as cartas precatórias dependem da colaboração com os países onde estão as testemunhas, elas costumam demorar para serem respondidas. Até o momento, apenas as cartas rogatórias enviadas à Suécia foram devolvidas à Justiça Federal, que determinou a nomeação de uma tradutora indicada pela embaixada da Suécia para traduzir os depoimentos que estão em sueco.

Parentes de Curicica dizem que foram ameaçados e pediram proteção ao governo federalParentes de Curicica dizem que foram ameaçados e pediram proteção ao governo federal. A defesa do ex-Presidente, porém, alegou à Justiça Federal que o petista não tem dinheiro para pagar pelas traduções dos depoimentos, pois teve R$ 13,7 milhões bloqueados pelo juiz Sergio Moro em decorrência de sua condenação a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o tríplex no Guarujá.

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