

Mais da metade (54%) das mulheres que trabalham no setor financeiro acreditam que fatores como gênero, etnia e idade podem ser uma barreira para crescimento na carreira, contra 45% das mulheres nos demais setores. Isso é o que aponta a pesquisa realizada pela PwC sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para o progresso profissional nos Serviços Financeiros. Os resultados foram obtidos a partir de uma amostra de 290 profissionais mulheres ao redor do mundo entre 28 e 40 anos, que relataram suas perspectivas de avanço e o que elas viam como obstáculos em potencial para uma carreira bem-sucedida.
“Apesar do fato de que 85% dos CEOs dos serviços financeiros dizerem haver programas que promovam a diversidade e a inclusão em suas empresas, mais da metade das mulheres desses setores acreditam que uma diversidade do status de um funcionário pode ser um impedimento no ambiente corporativo. Isso mostra que existe uma lacuna de confiança entre o que os empregadores dizem e o que os colaboradores acreditam. Isso deixa claro que muitas mulheres sentem que suas habilidades são menos valorizadas em comparação com os homens e, por isso, precisam trabalhar muito mais para seguir em frente”, relata o sócio líder da PwC para o Nordeste, Leandro Ardito.
Outros dados da pesquisa também delineiam uma realidade preocupante. Os números mostram que 43% das mulheres em Serviços Financeiros já experienciaram linguagem inadequada, insultos ou bullying, 36% se depararam com piadas de duplo sentido (sexual) ou assédio sexual e 28% já foi vítima de assédio físico. As mulheres encontram ainda dificuldade de ser ouvidas, já que 60% das mulheres em Serviços Financeiros relatam que foram interrompidas e ou ignoradas durante uma reunião.