Ao investigar uma negociação de R$ 10 milhões entre aOdebrecht e o MDB, a Polícia Federal ouviu a chefe do gabinete do presidente Michel Temer, Nara de Deus, a respeito de um jantar no Jaburu entre executivos da Odebrecht, Temer, então vice-presidente, e Eliseu Padilha, atualmente ministro da Casa Civil. O mandatário já havia negado à PF saber do pagamento da empreiteira ao partido.
Em depoimento, Nara de Deus afirmou que o emedebista tem como prática receber pessoas fora da agenda e que “somente” tomou conhecimento do episódio pela imprensa, “que tal reunião não foi agendada pela depoente, esclarecendo que a administração da agenda oficial do então vice-presidente era tarefa afeta à depoente”.
Diante da resposta, a defesa de Nara, durante o depoimento, sugeriu questionamento complementar sobre se eventos extra agenda oficial era “fato comum naquela época”.
Ela respondeu que “esse comportamento acessível era, inclusive, traço marcante de sua atividade política”, o que contribuiu para a eleição dele à Presidência da Câmara por dois mandatos.